BRAVIO - Associação Brasiliense de Violão

Notícias sobre o violão de concerto em Brasília

Aconteceu em 22 de outubro, sábado, o terceiro encontro preparatório para as atividades da BRAVIO (Associação Brasiliense de Violão), que teve como convidados o violonista Alvaro Henrique e o luthier Eduardo Brito.

O brasiliense Alvaro Henrique tem sido um dos violonistas de grande destaque entre sua geração no Brasil. Apresentou-se em várias cidades do Brasil e também na Inglaterra e Grécia.

Eduardo Brito se destaca como luthier de Brasília pela qualidade de seus instrumentos. Músico profissional, professor de violão e guitarra, fabrica violões e outros instrumentos de cordas em sua oficina localizada na Asa Norte-Brasilia.


O terceiro encontro preparatório para as atividades da BRAVIO (Associação Brasiliense de Violão) teve início às 14:00hs com a palestra ministrada pelo luthier Eduardo Brito (foto ao lado). Explanando sobre design na construção de violões, ele falou sobre os principais fatores que influenciam no resultado sonoro do instrumento. O público pôde ter uma boa noção do projeto inicial da construção, escolha da madeira, uso correto do verniz e outros fatores. Eduardo compartilhou suas experiências e opniões com o público.

Após a palestra, deu-se início a masterclass que teve como convidado o violonista Alvaro Henrique. Luiz Renato (foto à direita) iniciou apresentando Prelúdios Americanos no 3 - Campo , belíssima peça do compositor uruguaio Abel Carlevaro. Alvaro abordou sobre sonoridade, aspectos rítmicos da peça e execução das vozes.
A explicação sobre diferenças de sonoridades no braço do violão e o uso dos harmônicos foi bastante válida para todos que estavam presentes. Hugo Leonardo (foto à esquerda) apresenta Andante – Carulli. Novamente Álvaro aborda aspectos na sonoridade bem como o uso do fraseado e interpretação que enriquecem e dão brilho a uma peça simples como a executada por Hugo.

A divulgação do recital de Álvaro Henrique gerou certa expectativa, pois um recital de violão com peças de autores de Brasília até então era algo inédito. Momentos antes do recital Álvaro Henrique explicou seu propósito em tocar somente peças de autores brasilienses ou candangos e incentivou violonistas e compositores presentes a enriquecerem o repertório violonístico com mais composições.

Álvaro iniciou o recital com a Fantasia Sul América - Dois Prelúdios e Estudo nº 1- de Cláudio Santoro. Esta obra foi dedicada ao ilustre professor de violão erudito da Unb e violonista virtuose Eustáquio Grilo.

O concerto segue com Sonata (Por Marise), obra inédita de Umberto de Freitas dedicada a sua mulher Marise. Esta sonata causou grande sensação no recital de Álvaro e foi a primeira estréia da noite. Sighs (Suspiros) de Jorge Antunes, obra que tem sido divulgada por Álvaro há algum tempo, revelou a criatividade do autor ao fazer uso de recursos naturais do instrumento e até efeitos vocais que justificam o nome da obra.

A outra estréia da noite foi Sétimo, peça de Carlos Pacheco. Álvaro explicou que tal peça o autor dedicou a um amigo estudante do sétimo semestre do curso de bacharelado em violão clássico da Unb. Por isso o nome “Sétimo”. Alvaro dá continuidade ao recital com Paisagem Sonora nº 03 de Rodrigo Lima, pequena peça dedicada ao violonista de Brasília Júlio Ribeiro,concertista e professor que hoje reside nos Estados Unidos. Cici e Tiloca, obra de Esustáquio Grilo, finaliza o programa e demonstra o talento do violonista, professor e compositor mineiro radicado em Brasília. Grilo dedicou a obra a seus pais, carinhosamente chamados de Dona Cici e Sô Tiloca.
Álvaro Henrique retorna ao palco para um bis bem representativo: uma valsa de Dilermando Reis chamada Sob o Céu de Brasília, obra que Juscelino Kubistchek escolheu como hino da construção da nova capital.
O recital de Álvaro Henrique deixou o público satisfeito com a novidade de ouvir peças de autores da capital federal. A sonoridade e execução de Álvaro foram extremamente agradáveis e dignas de elogios.

1 Comments:

At 3:25 AM, Anonymous Umberto Freitas said...

Prezado Wagner,
Como compositor da peça "SONATA PARA VIOLÃO", peço que retirem a expressão "primeira estréia da noite" das notícias que se referem à execução da minha peça, no III ENCONTRO DA BRAVIO. O violonista Álvaro Henrique tocou minha peça desfalcada de repetições que julgo importantes para seu equilíbrio formal e fez outras alterações no primeiro movimento, mesmo depois de me consultar e eu me manifestar contrário às mudanças. Sendo assim, não considero a peça estreada, pelo que, repito, peço a retirada da menção à sua estréia no blog.
Aproveito a ocasião para congratulá-los pelo excelente trabalho que vêm realizando à frente da BRAVIO.
Atenciosamente,
Umberto Freitas

 

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